Abril 2001 nº 22
Kutiva
Editorial
Continuar a discutir fora do seu tempo real as teorias marxistas e capitalista em torno do lucro e distribuição de riqueza é querer esquecer que se está no século XXI e em Moçambique. Vem isto a propósito de querermos abordar a situação do
E vamos correr o risco desta abordagem porque não é possível pensar no desenvolvimento económico e social de Moçambique sem que todos estes grandes factores não se associem. Por outro lado, a realidade do desenvolvimento tem que associar investidores e trabalhadores no sentido de seguirem juntos o caminho da eficiência e da retribuição justa do capital e do trabalho.
A retribuição do capital não pode no mundo moderno ser somente associada aos " sacos " de meticais que o investidor acumula no fim de cada exercício económico, deve ser sim lido do balanço social em que seja possível medir o contributo da força do trabalho para o desenvolvimento do negócio.
A retribuição da força do trabalho não se mede só pela tarifa mensal e que, por estranho que pareça, o seu aumento for a dos pârametros sindicais é por vezes tido como de acto de sabotagem económica se tratasse, mas pelo bem social que se distribui. Diriamos mesmo que hoje o trabalhador necessita mais de subsídios complementares do que da remuneração fixa. Queremos dizer que o investidor deve olhar para os factores que podem contribuir para a eficiência e dos quais destacamos:
Então o lucro será socialmente justo
I.V.A.
Sem querermos estar a publicar fichas sobre a matéria do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado, continuamos a abordar o articulado do mesmo e a dar o nosso contributo para a capacitação de todos os professionais que tenham responsabilidades nas áreas de contabilidade e fiscal das empresas, como também para os gestores que sentem a necessidade de ter conhecimentos sobre um imposto que marcou a mudança na gestão das empresas. O que escrevemos são opiniões pessoais pois a única interpretação vinculativa será a emitida pelos Serviços do I.V.A., a quem o contribuinte deverá sempre colocar as dúvidas.
Artigo 2
Sujeito passivo
...
Remissões:
A menção indevida do imposto sobre o valor acrescentado é caracterizadora do sujeito passivo, por isso, a obrigatoriedade das pessoas deverem entregar na Recebedoria de Fazenda competente o correspondente imposto, no prazo de 15 dias a contar da emissão da factura ou documento equivalente.
Procura o legislador evitar que se crie a ilusão da incidência do IVA para prejudicar o consumidor final de forma dolosa.
A menção do IVA em facturas proformas pode criar esta ilusão pelo que se aconselha a substituição da terminologia de factura proforma por proposta, pois já foram detectados casos em que o sujeito passivo utiliza estes documentos para dedução do imposto, não referindo em qualquer dos casos o valor do IVA apondo a referência " os preços serão sujeitos a IVA à taxa a vigorar na data da entrega ".
OS CUSTOS OCULTOS
Não que de oculto se trate mas em geral passa despercebido o efeito preverso no custo dos produtos dos factores do IVA e da moeda. Sendo um País importador há que ter em consideração os efeitos financeiros que devem ser considerados no valor de custo de produto. Não vamos aqui discutir o obsoleto sistema de calculo de margens de comercialização pois o que está em causa é a estabilidade da empresa como produtora de bens sociais.
Por isso devem os gestor ponderar a inclusão nos custos, estamos logicamente a falar da folha de custeio que em geral nada tem a ver com os registos na contabilidade, dos efeitos financeiros do IVA tendo em consideração:
Para as empresas não importadoras não se aplica o efeito referido em 1. mas somente o custo financeiro do IVA na venda dos produtos.
O outro factor, para as empresas importadoras prende-se com os efeitos da variação cambial nas compras a crédito havendo que garantir o " fixing " da moeda para que assim se saiba de antemão qual o seu custo. E se não se seguir o conselho de utilizar o " fixing " então corra-se o risco cambial mas calcule-se o custo dos produtos importados ao câmbia esperado na data de pagamento. É que o lançamento na contabilidade da variação cambial quando ela ocorrer não vai contribuir para a margem final pretendida e só nessa data poderá reconhecer-se o mau negócio que se fez.
Como o mercado não funciona com um pensamento único é evidente que as empresas que procurem proteger a estabilidade futuro se vão defrontar com aquelas que não estão preocupadas senão no "negócio de oportunidade" como aquele que prospera neste momento lucros imediatos, evasão fiscal. Mas não é a este grupo de investidores que nos dirigimos mas àqueles que sofrendo hoje sobrevirão no futuro se este trouxer maior justiça fiscal e controlo das actividades económicas.
Expressamos as nossas ideias de forma aberta porque queremos ser
parceiros no seu negócio
"SORT-INTERACTIVE, Gestão Global, Lda."
Is a Mozambican company with a majority of national capital, having as partners 3 Mozambican Accounting Technicians; "SORT Lda. Informática, Sistemas de Auditoria", a 100% Mozambican company, and "INTERACTIVE Gestão Global Lda." a company with Portuguese capitals, where the systems and strategic development technologies do merge.
With this association of interests, it is made available a wide technical support service to public and private entities in the area of resources management through structural management actions. The company has partners, which have a real experience in the fields of Rendering of Services namely, finance management, accounting and information technology areas.
The technology
The combination of computer systems development technology, in which field SORT Lda. is an expert, with the companies organisation development technology, in which field INTERACTIVE, Lda. is an expert, allows SORT-INTERACTIVE, Gestão Global, Lda. to supply a wide range of services.
The human resources
The quality of our outsourcing resources, in which we are experts, demands a high working capacity from our staff, of which the following qualities:
We do give preference to Mozambican staff, who represents the vital force of our company, through some capacity development programmes, which fulfil the labour needs, which they have been carrying out.
The technical resources
All the professional staff possesses financial and administrative management capabilities.
As consultants, our team has the capacity to negotiate, which is a must for our outsourcing project to achieve the objectives of developing the companies capabilities where we do operate.
Our Partner SORT Lda. experience in Mozambique lies basically in the development of information systems to Government, Public and private Sector. SORT Lda as already around 2,500 of his own developed systems, installed in Mozambique all over the country. Those systems are most of them in the financial field,eg. General Ledger, Salaries and Payrol, Sotcks Control, invoicing, debtors and fixed assets.
Our working experience within Mozambique lies basically in " outsourcing " services, using the combination of the expertise of both major partners SORT, Lda and Interactive Gestão Global. Despite the company operating only for 3 years we use the 10 years experience of SORT in Mozambique and the Internatinaol experience of Interactive.
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