Manoel
de Carvalho, homem inteligente, extremamente dedicado ao
estudo da Fitoterapia
(tratamento pelas plantas), curioso e estudioso, cedo ganhou a
simpatia, admiração e respeito dos entusiastas e consumidores de
produtos naturais. Já com uma considerável carteira de clientes,
transfere-se em 1953 para umas mais
amplas instalações no Largo da Graça 18 e 19, em pleno Bairro da
Graça, uma das colinas de Lisboa.
Quando os seus objectivos, provenientes do esforço do
trabalho e insistência começavam a concretizar-se em termos
compensativos, Manoel de Carvalho morre em
1954, vitima de uma inesperada e fulminante doença.
Deixa viuva a Senhora D. Mafalda de
Carvalho que surpreendida e desesperada, se sente incapacitada de
prosseguir com a obra do marido. Tenta desfazer-se da pequena
empresa, traspassando-a em 1957 com
todos os direitos, ao actual proprietário Secundino
Rodrigues, mantendo-se a CASA ADA - Lisboa, no presente, (2001) em plena
actividade com prestígio invulgar.
Secundino Rodrigues é oriundo de uma
família de Ervanários Tradicionais, tendo feito a sua aprendizagem
e formação na empresa de seus Tios, a famosa Ervanária do Largo
de Anunciada, em Lisboa, onde se mantem nos tempos actuais (2004)
com 211 anos de existência, embora com outros donos, por falecimento
dos mais directos herdeiros.
Secundino Rodrigues toma posse da CASA
ADA - Lisboa , em 2 de Dezembro de 1957.
Consciente da modéstia do seu ramo de actividade, situado, naquela
época, num dos mais pobres e desprotegidos Bairros de Lisboa, sabe
que terá de enfrentar grandes dificuldades .
Mas a vontade de vencer, aliada a sua ética e agressividade
profissional no bom sentido, consegue introduzir inovações no ramo
de Ervanária usando novas estratégias de mercado e meios de acção,
de tal modo, que surpreende e impressiona a concorrência mais
antiga e experiente.
O objectivo de Secundino Rodrigues era o de tentar evoluir o ramo de actividade dando-lhe uma nova
imagem e uma mais justa dimensão, despertando e tirando-a de um
certo marasmo e tacanhez que a dominava na época.
Foi com o projecto de Secundino Rodrigues que outras casas do ramo evoluíram.
Outras, mais antigas, tentaram "copiar" as fórmulas e
métodos da nova CASA ADA. Assim, CASA
ADA se estendeu em curto espaço de tempo a todo o Portugal,
ás Ilhas adjacentes da Madeira e Açores e ás ex - colónias de África.
Em finais de 1958, inicia as
primeiras exportações para Angola em ritmo e quantidades
anteriormente jamais alcançadas. Seguem-se São Tomé e Príncipe,
Guiné, Cabo Verde e Moçambique. Mais tarde, conquista clientela do
Canadá, de algumas cidades do E.U.A, Brasil e África do Sul,
enquanto milhares de emigrantes portugueses espalhados em diversos
países faziam encomendas por via postal.
Em 1965 adquiriu por transpasse, o
estabelecimento do seu representante em Moçambique na ex capital
Lourenço Marques, Rua Chaves de Aguiar 16 - Alto Maé, onde todavia
(em 2001) ainda se mantém como sede.
Em 1968 - inaugura na cidade do
Porto uma Sucursal, na Rua Romalho Ortigão 48. Ainda em
1968, instala em Mocimboa da Praia uma Delegação e ali cria
condições , inicia e lidera exportações de Algas Marinhas em
grande escala para a Europa, actividade que é forçado a suspender
face ás circunstâncias da independência Nacional, em virtude do
novo sistema económico.
Entre 1977 e 1988 - CASA
ADA Moçambique vive situações extremamente difíceis e só
a liberalização da Economia viria a libertá-la de prevista
dissolução.
Em 1989 inicia a recuperação e em
1990 CASA ADA Moçambique Lda. , recupera progressivamente a
imagem de outrora, e recorre também ao Mercado externo exportando
plantas da flora Moçambicana.
Em 1998, inaugura a primeira
sucursal no Centro Comercial do Hotel Rovuma Carlton, em Maputo.
Em Dezembro de 2000, inaugura a
segunda sucursal no Polana Shopping Centre, também em Maputo.
Nota: CASA ADA - Porto - foi
negociada em 1989, afim de uma maior
dedicação ás lojas de Moçambique. Todavia, a loja mantém-se com
outro proprietário continuando como cliente, a vender os produtos CASA
ADA |